Publituris: O PODER DO DESIGN THINKING

Publituris: O PODER DO DESIGN THINKING

Publituris Hotelaria Maio 2015
O QUE É? PARA QUE SERVE?
E COMO ESTÁ A CONQUISTAR MARCAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS EM NOVOS MODELOS DE MARKETING, GESTÃO E INOVAÇÃO.

“Certamente não queremos conduzir um negócio apenas com base na intuição e inspiração, mas da mesma maneira confiar demais na racionalidade e no universo analítico tem se mostrado tão perigoso como limitador. É aqui que o pensamento integrativo aparece, surge como o terceiro caminho” Tim Brown, CEO da IDEO

O Poder do Design Thinking


PRECISAMOS DE NOVAS ESCOLHAS
Pensei bastante antes de escolher este tema, porém o que me move é sempre mais forte, ganha esta inata vontade de trazer conteúdos que tenham impacto, que gerem resultados ou que em alguns casos sejam janelas de despertar curiosidade em saber mais, de questionar e de buscar de novas perspectivas e soluções.

Gosto pouco do banal e inconsequente, prefiro o valor/diferenciação, utilidade, implementação e os resultados que surgem desse processo. É o mesmo que uma empresa pagar a alguém para fazer uma palestra/apresentação motivacional, para as equipas e depois desse momento tão importante todos voltam ao mesmo, e a energia criada dissipasse; é necessário fazer mais do que isso, o Design Thinking surge como uma natural necessidade de procurar soluções face aos desafios reais e actuais, é poderoso quando aplicado a problemas “abstractos”, multifacetados como melhorar a experiência de um cliente num hotel, construir uma narrativa potenciadora da cultura da empresa ou criar e desenvolver novos produtos/serviços verdadeiramente centrados nas pessoas.

Gosto particularmente de uma das suas premissas, talvez por a usar: é integrativo/colaborativo ou seja envolve as equipas no caminho de encontrar as soluções, ideias e inovações, from “Top to Botton” e mesmo em alguns casos é bom trazer a participação dos clientes para dentro do processo.

AS PREMISSAS DO PROCESSO
Divergir para criar opções e Convergir para fazer escolhas: Simples e prático. Estamos perante uma uma nova matriz mental que nos conduz nestes processos: são mais orgânicos, intuitivos e abertos, visam criar o espaço para que algo surja através de uma sequência com os três passos ordenados: Inspiração (o que motiva ir em busca de soluções para um problema/ oportunidade) Idealização (o processo de gerar, desenvolver e testar ideias) Implementação (a entrega ao mercado do que foi criado). A aliar a este processo é necessário adicionar os três critérios para apurar boas ideias: praticabilidade (o que é funcionalmente possível) viabilidade (tornar parte de um modelo de negócio) e desejabilidade (o que faz sentido para as pessoas). São os traços gerais que passam por outras etapas onde o mote é sempre criar/testar, em que todas as ideias são bem-vindas e por incluir “todos” no processo, o mesmo se torna mais rico, com maior envolvimento e legitimidade das soluções. Estamos perante uma reviravolta de comportamentos organizacionais: se antes se contratava alguém para dar respostas, hoje marcas/empresas querem ser Co-criadoras dos seus processos “é mais do que entregar o peixe ou ensinar a pescar, aqui aprendemos a construir as canas” por isso é tão fascinante estabelecer estas parcerias.

DESIGN THINKING E STORYTELLING
Será o mesmo que dizer qual é o mais importante: o ovo ou a galinha? Um faz parte do outro. É clara a importância de contar histórias, BrandStories: qual é a marca que não quer ser lembrada no processo de escolha e no acto de compra?

Num estudo de 2014 da Google “The 2014 Traveler’s  Road to Decision” é curioso como em hotelaria apenas 16% das pessoas sabe quais as marcas que vai ponderar comprar, 65% consideram várias e 20% estão totalmente indecisas, sem qualquer ideia de escolha: temos aqui dados interessantes que provam a margem de oportunidade para que as marcas contem a sua história: “if you don`t have a store to tell, you have nothing to sell”, gerar valor, diferenciação e brand engagement é prioritário em qualquer estratégia e plano de Marca/Marketing.

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ATINGIR ORÇAMENTOS A SERVIR PESSOAS
É uma boa definição para hotelaria, aqui a linha que separa produtos/serviços é cada vez mais subjectiva e não será por acaso que marcas como a Virgin Atlantic Airways ou a Four Seasons Hotels and Resorts foram  e são mais rápidas a reconhecer isso mesmo, o resultado: clientes fiéis, os principais storytellers que uma marca pode ter, isto porque 95% dos conteúdos online são criados por eles/nós: Clientes.

Publituris Hotelaria Maio 2015

Ana Cristina Guilherme

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